Audiência Pública discute ações de proteção à vida

Criciúma (SC)

Em torno de 11 mil pessoas tiram a própria vida, todos os anos, no Brasil. No mundo, os números são de 800 mil casos durante o ano. Entre as idades com maior registro é dos 30 aos 39 anos. Enforcamento e arma de fogo são os meios mais utilizados. Esses foram alguns dos registros apresentados na Audiência Pública realizada na noite desta quarta-feira (28/8), na ACIC, que tratou sobre a prevenção ao suicídio. A proposta foi da vereadora Camila Nascimento (PSD), e aprovada por unanimidade. A audiência foi conduzida pelo presidente interino do Legislativo, vereador pastor Jair Alexandre (PSC).

Márcia Pereira Fedalto, voluntária da Rede de Proteção à Vida, destacou que houve essa procura junto ao Poder Executivo, porque alguns prédios na cidade de Criciúma foram utilizados na tentativa do suicídio e que era necessário um engajamento na busca de solução para o caso.

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“Acho que o objetivo foi alcançado, claro que temos que ir à raiz do problema, que as pastas precisam conversar, e isso nada mais é que políticas públicas e nós temos uma política nacional de prevenção ao suicídio, mas precisa ser efetiva e precisamos dos agentes públicos sim e da sociedade civil organizada”, disse a proponente, vereadora Camila Nascimento (PSD).

Encaminhamentos

– Formação de uma comissão com integrantes do Poder Executivo, Legislativo, voluntários da Rede de Proteção à Vida, e entidades de classe com o objetivo de criar mecanismos práticos, técnicos e legais para a prevenção no suicídio nas áreas de risco, em prédios e obras em andamento, obviamente, sem interferir na ordem econômica que é fundada na livre iniciativa das construtoras. Necessário se faz a criação dessa comissão temática para aprofundar idéias, vez que a construção é regida por várias leis, seja em nível municipal, estadual ou federal, assim como observância das demais normas técnicas.

– Solicitação junto ao Poder Executivo de demais placas para afixação em hipermercados, shoppings, entre outros espaços com alto fluxo de pessoas nos moldes das placas da DTT;

– Criação de um protocolo de treinamento /sensibilização para empresas de vigilância privada e prestadores de serviços condominiais, capacitando os profissionais a terem um olhar para as pessoas em atitudes suspeitas e aptas a uma abordagem;

– Divulgação do numero do telefone do CVV (Centro de Valorização à Vida) nos sites da Prefeitura e da Câmara de Vereadores. O telefone é 188.

 


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